Evolução técnica e popularização das Paraolimpíadas melhora resultados


atletas paraolimpicosA história dos Jogos Paraolímpicos mostra como a sociedade evoluiu na relação com pessoas que têm necessidades especiais. Desde os anos 60, quando houve a primeira edição, até as próximas Paraolimpíadas de Pequim, o conceito, mudou totalmente com evolução no padrão dos atletas e aumento na importância do evento.

Desde a primeira versão dos Jogos Paraolímpicos, em Roma 1960, até a última, em Atenas 2004, houve muita conquista. O esporte para pessoas com deficiência abandonou o caráter estritamente de lazer e de reabilitação, passando a buscar também o alto-rendimento. Muitos atletas deixaram para trás a regra do amadorismo e começaram a perseguir o profissionalismo, com a intenção de obter grandes desempenhos.

Se em Roma as cadeiras usadas podiam ser de madeira, hoje elas estão mais modernas e produzidas com fibra de carbono ou alumínio. Se o tempo de um velocista cego era acima dos 16 segundos na década de 60, hoje ele não passa de 12 segundos. Vários atletas iam para as competições sem saber as provas que disputariam: hoje, eles já se especializam em determinadas funções.

Segundo o Comitê Paraolímpico Brasileiro, grandes cientistas de todo mundo se juntaram à causa e uma nova gama de livros relacionados ao movimento paraolímpico vêm surgindo. Jornalistas também começaram a se interessar pelo esporte paraolímpico, potencializando a consolidação do esporte para pessoas com deficiência.

No início, apenas atletas cadeirantes podiam competir. Hoje, praticamente todos os tipos de pessoas com deficiência participam da Paraolimpíada. A tecnologia, a sofisticação e o glamour passaram a ser ingredientes indispensáveis neste que já é o segundo maior evento esportivo do mundo, perdendo apenas para a Olimpíada.

Aumento numérico e na qualidade

Na primeira versão, 400 atletas disputaram oito esportes. Em Atenas-2004, tivemos 4.000 atletas inscritos em 19 modalidades. Os investimentos atingiram patamares antes inimagináveis. Patrocinadores mundiais ajudaram a custear a competição. A profissionalização do esporte foi visível.

Na mesma proporção em que os Jogos Paraolímpicos se fortalecem, aumenta o interesse da mídia por esse segmento esportivo. Ainda assim, o CPB informa que o nicho mercadológico gerado tem proporções ainda não avaliadas corretamente.

Assim, os números vão crescendo a cada ano: a primeira cerimônia de abertura teve 5.500 expectadores, enquanto a última teve 75.000. Se a primeira versão dos Jogos contou com a presença de 23 países, a última teve 123 participantes.